quarta-feira, 19 de março de 2008

Adenoma Pleomórfico em glândula submandibular - Relato de caso

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(Pleomorphic Adenoma of the Submandibular Salivary gland – a case report)

Artigo publicado na Revista do Curso de Odontologia da UniEvangélica Vol 9. N.2 Jul/Dez 2007

Jamil Elias Dib. – Cirurgião Buco-Maxilo-Facial, Mestre em Ciências de saúde, Professor Adjunto UNIRG, Chefe do Serviço de CTBMF - HUANA

Mário Serra Ferreira – Cirurgião-Dentista, Voluntário CTBMF HUANA, Pós Graduando em CTBMF – HC-UFG

Matheus Branco Elias Dib – Acadêmico de Odontologia da UNISANTA – SP

Leonardo Vilela Costa – Medico Radiologista HUANA

Marcos Mota da Silva – Médico Anátomo-Patologista

www.bucomaxilofacial.blogspot.com

 

RESUMO :

Este artigo apresenta um caso de Adenoma pleomórfico situado na glândula submandibular. O tratamento cirúrgico foi realizado em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, removendo totalmente a lesão e a glândula acometida pela neoplasia.

 

UNITERMOS :

adenoma pleomórfico, glândulas salivares, Tumor misto.

 

INTRODUÇÃO

Adenoma pleomórfico ou tumor misto é o tumor de glândula salivar mais comum. A idade aproximada para sua ocorrência é 45 anos, com leve prevalência do sexo feminino.

Os adenomas são, geralmente, massas indolores, de crescimento lento. Estatisticamente, o maior número de casos acomete, em seqüência, as glândulas parótidas, salivares menores e submandibulares.

O tratamento envolve a total excisão cirúrgica com uma margem de tecido normal não envolvido. Se o tratamento for incorreto, a taxa de recidiva é ampliada, aumentando assim a possibilidade de transformação maligna do tumor.

Este trabalho apresenta um relato de caso clínico cirúrgico e uma revisão de literatura sobre o tema.

 

REVISÃO DE LITERATURA

Adenoma pleomórfico é uma neoplasia benigna de origem epitelial, constituída por células que apresentam diferenciação epitelial e mesenquimal (Prado & Salim13, 2004).

Freitas 6 (2006) cita que o tumor se origina de ductos salivares e células mioepiteliais, sendo considerado um verdadeiro tumor misto. Por causa desta derivação, histologicamente, muitos padrões diferentes podem ocorrer. Estas características podem ser vistas em diferentes áreas do mesmo tumor, motivando o seu nome, pleomórfico (do grego, significando muitas formas).

O Adenoma pleomórfico, através dos anos, recebeu várias denominações como: enclavoma, braquioma, endotelioma; mas a atual denominação do tumor misto foi sugerida por Willis em 1967 (Prado & Salim 13 2004).

Neville et al 12 (2004), publicam que o tumor pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum, porém, em adultos jovens entre os 30 e 50 anos de idade.

Regezi e Sciuba15 (1993) no entanto, acreditam ser a segunda década de vida a mais prevalente. Já Courten et al 1 (1996) citam que o tumor pode ocorrer em qualquer idade, com prevalência entre os 40 e 60 anos no sexo feminino, sendo raro em crianças.

Neville et al 12 (2004) concordam com Courten et al 1 e publicam que existe uma leve prevalência no sexo feminino.

Adenomas pleomórficos apresentam-se como tumores lisos, indolores, de crescimento lento, que não se fixam ao tecido adjacente. Por ocasião do diagnóstico, geralmente têm dimensões entre dois e três centímetros, mas, se deixados à própria sorte, podem atingir grandes volumes. Pode ocorrer, ocasionalmente, aumento rápido de volume, indício presuntivo de transformação maligna (Eveson & Cawson 5 1985).

Inicialmente, o tumor apresenta uma determinada mobilidade, com exceção dos tumores localizados no palato duro, mas com o crescimento vai perdendo esta característica. Se negligenciado, poderá atingir proporções grotescas (Neville et al 12 2004).

Macroscopicamente, o tumor apresenta-se como uma massa arredondada ou ovóide, de superfície irregular que, quando cortada, apresenta estrutura homogênea. Ao exame microscópico, o Adenoma possui inúmeras variações, porém sempre presentes estão as células epiteliais. Estas células possuem núcleo uniforme e raras mitoses, estando distribuídas em cordões, aglomerados e estruturas tubulares, com presença de material hialino. O componente mesenquimal é do tipo mixóide e condróide. Esta área de aspecto cartilaginoso, na verdade, é conseqüente a acúmulo de material hialino ao redor das células, pois a formação de cartilagem é muito rara (Prado & Salim13 2004).

Como meios complementares de diagnóstico, a ultra-sonografia nos informa se o tumor é sólido ou cístico, além da presença ou não de linfonodos peri ou intraglandulares. A tomografia computadorizada nos fornece maiores detalhes a respeito da localização da neoplasia, sugerindo característica de benignidade ou malignidade. A ressonância nuclear magnética pode ser utilizada na avaliação de grandes tumores para demonstrar sua relação com estruturas adjacentes e para o planejamento cirúrgico (Shah 17 2002).

Sapp 16 (1998) recomenda a ressonância magnética nuclear como método de diagnóstico por imagem. Já Kamal 18 (1997) cita que os exames de imagem não são essenciais, mas, em determinadas situações, podem auxiliar a determinar a localização e extensão da lesão. Conclui, ainda, que a ultra-sonografia é uma técnica não-invasiva, de baixo custo, indolor e de fácil obtenção, que pode ajudar a definir se a lesão é sólida ou cística.

A sialografia não tem sido utilizada devido ao risco de disseminar células tumorais (Touquet et al 18 1990).

Aproximadamente, 75% a 85% de adenomas pleomórficos ocorrem na glândula parótida, 8% na glândula submandibular e 7% a 15% nas glândulas salivares menores (Erol et al 4 1997).

Na glândula submandibular, os tumores mistos apresentam-se como massas discretas. Clinicamente, é impossível distingui-los dos tumores malignos das glândulas salivares durante os estágios precoces de crescimento. Também pode ser difícil diferenciá-los dos nódulos linfáticos aumentados no triângulo submandibular (Freitas 6 2006).

Prado & Salim13 (2004) também citam que nas glândulas salivares maiores, geralmente os tumores são encapsulados, porém esta característica freqüentemente não é observada nas glândulas salivares menores, podendo levar a uma suspeita errônea de malignidade.

A cápsula é de densidade variável, mas é freqüentemente incompleta, de forma que o tumor pode estar em continuidade com tecido glandular normal adjacente, que é deslocado ou comprimido (Freitas 6 2006).

Laskawi et al 10 (1995) publicam um artigo de estudo sobre o tratamento das lesões benignas das glândulas submandibulares e citam que os casos de recidiva dos adenomas pleomórficos poderiam ser evitados com a excisão completa da glândula submandibular e tumor associado em vez de extirpar somente a neoplasia durante o ato cirúrgico primário.

Ellis et al 2 (1984) expressam a opinião que a causa principal para recidiva em adenoma pleomórfico era a cirurgia inicial inadequada.

Erol et al 4 (1997) citam que o tumor possui uma alta recidiva por causa da excisão inadequada, ruptura da cápsula do tumor, e pelo receio de causar dano ao nervo facial.

Um aspecto importante é o fenômeno de pseudo-podia, onde este processo está relacionado com recidiva. Histologicamente, é caracterizado por brotos de tumor onde, macroscopicamente, não são visíveis, por isso as recidivas são tipicamente multifocais e difíceis de serem controladas. Cada recidiva que se sucede há uma possibilidade aumentada de transformação maligna. (Kusafuka et al 9 2007)

O fenômeno da recidiva, representa hoje em dia um importante fator epidemiológico, visto que esses tumores são rádioresistentes e a radioterapia não traz benefícios, sendo, portanto, contra-indicada (Mori et al 11 2002).

Prado & Salim13 (2004), citam que o tratamento do adenoma é cirúrgico, variando a maneira de remoção da lesão. O prognóstico é bom, porém, não tendo sido feita a remoção de todo o tumor, pode ocorrer recidiva.

O tratamento de escolha para o adenoma pleomórfico é por excisão cirúrgica. Lesões da gengiva ou palato, freqüentemente, envolvem o periósteo ou osso, tornando a remoção difícil. A remoção do adenoma da glândula parótida pode ter como complicação o dano ao nervo facial e os tumores da glândula submandibular são melhor tratados com a remoção total da glândula com o tumor (Neville et al 12 2004).

A malignização é rara e normalmente acontece em tumores com muito tempo de ocorrência. O tipo mais comum é o carcinoma ex-adenoma pleomórfico (Prado & Taveira 14 2006).

Em uma revisão de 209 casos de adenoma pleomórfico, tratados no período de 30 anos, foram encontradas 34 recidivas em glândulas parótidas e 3 em glândulas submandibulares. Três pacientes desenvolveram transformação maligna na recidiva do tumor (Jackson et al 7 1993).

Clinicamente, a variedade maligna é semelhante à lesão benigna, embora tenha tendência para crescer mais rapidamente e atingir um volume maior. Ele se apresenta fixo aos tecidos e pode ter a superfície ulcerada. A dor parece ser queixa mais freqüente nas lesões malignas do que do tipo benigno. O tratamento consiste na excisão cirúrgica completa. O índice de recidiva e de metástases locais é elevado. As metástases distantes ocorrem geralmente nos pulmões, ossos, vísceras e cérebro (Mori et al 11 2002).

 

RELATO DE CASO

Paciente LGDS, 28 anos, gênero masculino, melanoderma, procurou o Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital de Urgências de Anápolis, queixando-se de um aumento de volume na região submandibular direita. Durante a anamnese, relatou uma história de longa evolução (aproximadamente quatro anos), indolor e sem alterações no seu estado geral.

Ao exame físico, notou-se uma lesão na região submandibular direita de consistência dura, móvel e indolor. O tecido epitelial não apresentava quaisquer sinais flogísticos ou de supuração.

Relatou ainda ter realizado biópsia em outro serviço, portando o resultado de Adenoma Pleomórfico.

(FIGURA 1)

Adenoma1

Fotografia facial do paciente com aumento volumétrico na face, na região Submandibular direita

Foram solicitados exames imaginológicos (raidiografia norma lateral oblíqua da mandíbula, PA de face com a finalidade de detectar possível cálculo salivar) e também ultra-sonografia com a finalidade de avaliar os limites e tamanho real da lesão. (FIGURA 2)

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Ultra sonografia demonstrando lesão expansiva arredondada na glândula submandibular direita com aspecto de neoplasia.

Foram solicitados exames laboratoriais pré-operatórios (hemograma completo, TS,TTPA,TAP, glicemia, creatinina, sódio e potássio). Os resultados estavam dentro do padrão de normalidade, sendo então programada a cirurgia para exérese do tumor e da glândula submandibular acometida. Paciente foi submetido à anestesia geral inalatória e endovenosa por intubação naso-traqueal.

. Foi feita infiltração de anestésico local com vasoconstritor, para auxiliar na hemostasia local. A incisão de 4 cm foi realizada no bordo inferior da mandíbula, coincidentemente à ruga natural do pescoço, devido à obtenção de um melhor resultado estético (FIGURA 3).

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Incisão realizada com lâmina de bisturi número 15.

A pele foi divulsionada por dissecação, com tesoura de metzembaum, em todas as direções, promovendo um melhor relaxamento tecidual e conseqüente exposição da glândula envolvida. (FIGURA 4 e FIGURA 5)

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Divulsão realizada para incisão do tecido subcutâneo

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Músculo platisma exposto pela divulsão da pele e do tecido subcutâneo

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Exposição e liberação da glândula submandibular dos tecidos adjacentes

 

Ao ultrapassar os planos anatômicos em direção à glândula, foi feita uma cuidadosa separação da mesma em relação aos tecidos vizinhos. (FIGURA 6) (FIGURA 7)

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Pinça hemostática demonstrando a relação superior do linfonodo submandibular

Após a dissecação das estruturas anatômicas importantes foi realizado a ressecção do ducto da glândula submandibular. (FIGURA 8)

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Dissecação da parte profunda da glândula submandibular com a ressecção do ducto.

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Peça enviada ao exame Histopatológico

A estrutura glandular foi então removida e enviada para exame histopatológico. (FIGURA 9 )

Após a remoção, a sutura foi realizada por planos, até o fechamento dérmico por nylon 5-0.( FIGURA 10 e 11) Foi instituída a antibióticoterapia profilática (Cefazolina 1g, em intervalos de 8 horas, durante 48 horas, bem como substância analgésica (dipirona sódica 2 ml ) no caso de dor, e antiinflamatório (Tenoxican 40 mg) 1 vez ao dia, nas primeiras 48 horas. A remoção da sutura foi feita após 7 dias e o paciente foi acompanhado por trinta dias.(FIGURA 12) O resultado da peça enviada ao exame histopatológico, sendo confirmado o diagóstico anterior de Adenoma pleomórfico. As margens da peça estavam livres de células neoplásicas.(FIGURA 13 )

O paciente foi orientado sobre o controle por, no mínimo, dez anos.

clip_image021[4] Sutura realizada por camadas

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Sutura da pele realizada com Fio de Nylon 00000

adenoma13

Pós-operatório com 7 dias.

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Cortes histológicos mostrando neoplasia matura mista exibindo proliferação de estrutura mioepitelial, formando blocos irregulares. Existe ainda proliferação de estroma condróide e fibroso.

  DISCUSSÃO

O mais importante no tratamento do Adenoma Pleomórfico é o conhecimento do comportamento biológico do tumor, fator primeiro e determinante da terapêutica correta. (Freitas 6 2006).

Em todos os autores consultados, existe um consenso de que os Adenomas Pleomórficos presentes na glândula submandibular necessitam da remoção do tumor com exérese da glândula. A permanência da glândula pode aumentar a possibilidade de recidiva e transformação maligna do tumor.

A malignização é rara e normalmente acontece em tumores com muito tempo de ocorrência; o tipo mais comum é o carcinoma ex adenoma pleomórfico (Kusafuka et al 2007).

O tratamento realizado buscou a remoção da glândula submandibular com a dissecação extracapsular do tumor, com 2 a 3 mm de tecido sadio circulante, baseado nos escritos do Prado & Salim 13 (2004) que cita propostas para um tratamento correto.

No caso descrito verificamos que as margens da biópsia estavam livres de células neoplásicas, de acordo com o laudo enviado pelo patologista. Essa afirmação é importante para se esperar um bom prognóstico, mas o caso deverá ser acompanhado por um período de no mínimo 10 anos.

Laskawi et al 10 (1995) concluem que cirurgias conservadoras que não removem todo o tumor seguramente podem se disseminar pelos tecidos ao redor, pelo motivo da cápsula tumoral não envolver completamente o tumor.

A palpação do tumor deve ser sempre feita comparando-se com o lado contra-lateral. No caso dos tumores benignos das glândulas submandibulares, à palpação geralmente apresentam-se como massas bem delimitadas, de consistência cística ou fibro-elástica, mobilidade conservada, com ou sem sinais flogísticos locais, ocorrendo sempre o oposto para os tumores malignos. O caso apresentado também mostra características semelhantes.

Os exames de imagem, determinam a extensão tumoral e o comprometimento de estruturas adjacentes, elucidando o melhor tipo de intervenção, no caso utilizado foi solicitado ultra-sonografia e exames radiológicos.

Em relação ao acesso, foi realizado, uma incisão submandibular abaixo da borda inferior da mandíbula, como preconizado por Ellis e Zide 3 (2006).

Neville et al 12 (2004) citam que o paciente pode estar consciente da lesão por muitos meses ou anos, antes de procurar um diagnóstico. Este fato ocorreu no caso relatado em que o paciente só procurou um serviço de Cirurgia BucoMaxiloFacial após um período de evolução extenso.

 

CONCLUSÃO

De acordo com a literatura consultada, podemos concluir que o Adenoma Pleomórfico da glândula submandibular deve ser tratado com a remoção do tumor associado à remoção da glândula.

Existe a possibilidade de recidivas, desde que não sejam os componentes tumorais totalmente removidos.

A permanência da glândula submandibular pode aumentar a possibilidade de recidiva e transformação maligna do tumor.

Um controle pós-operatório de 10 anos deve ser mantido para confirmar a cura do paciente.

 

SUMMARY :

This article presents a case Pleomorfic adenoma located in the submandibular gland. The surgical treatment was accomplished in hospital environment, under general anesthesia, totally removing the lesion and the gland attacked by the neoplasm.

 

UNITERMS :

Pleomorphic adenoma, Salivary glands, Mixed Tumor

 

REFERENCIA BIBLIOGRAFIA

1. Courten A, Lombardi T, Samson J. Pleomorphic adenoma of the palate in a child: 9-year follow-up. Int. J. Oral. Maxilofac. Surg. 1996 25(4):293-295.

2. Ellis GL. Salivary gland neoplasms. Ear nose throat. 1984; 63:358-369.

3. Ellis III, E. Zide MF. A. Acessos cirúrgicos ao esqueleto facial. Editora Santos, 2006.

4. Erol B, Nedim O, Gulten U, Belgin G. A Massive pleomorphic adenoma of the submandibular salivary gland. J Oral Maxillofac Surg 1997; 55:1011-1014.

5. Eveson JW, Cawson RA. Salivary gland tumors. A review of 2.410 cases with particular reference to histological types, site, age and sex distribution. J. Pathol. 1985; 146:51-58.

6. Freitas R. Tratado de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Editora Santos, 2006.

7. Jackson SR, Roland NJ, Clarke RW, et al: Recurrent pleomorphic adenoma. J Laryngol otol 1993; 107:546.

8. Kamal AS, Othman EO. Diagnosis and treatment of parotid tumours. J. Laringol Otol. 1997; 111:316-21.

9. Kusafuka K, Watanabe H, Kimata K, Hiraki Y, Shukunami C, Kameya T. Minute pleomorphic adenoma of the submandibular gland in patients with oral malignancy : a report of two cases with histological and immunohistochemical examination. Histopathology 2007; 51(2): 258-61.

10. Laskawi R, Ellies M, Arglebe C, Schott A. Surgical management of benign tumors of the submandibular gland: A follow-up study. J.Oral. Maxillofac. Surg. 1995; 53:506-508.

11. Mori KS, Moraes LC, Watanabe S. Adenoma Pleomórfico no palato duro – revisao de literatura e relato de caso. Rev.Fac.Odont.Anápolis. 2002 Jul/dez; (4)2 94-97.

12. Neville BW, Damm DD, Allen CM, Bouquot JE. Patologia Oral & Maxilofacial. Editora Guanabara koogan, 2004.

13. Prado R,Salim M. Cirurgia. Bucomaxilofacial – Diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: MEDSI, 2004.

14. Prado RF, Taveira LAS. Adenoma pleomorfo e carcinoma ex-adenoma pleomorfo: uma revisão clínica e morfológica. Rev Ciênc Odontol. Brás 2006; 9:18-26.

15. Regezi JÁ, Sciubba J. Oral Pathology. Lond, Saunders. 1993

16. Sapp JP. Patologia oral e maxilofacial contemporânea. Luso ciência. 1999; 10 345-347.

17. Shah GV. MR imaging of salivary glands. Magn Reson Imaging Clin N Am 2002; 10(4): 631-62.

18. Touquet R, Mackenzie IJ, Carruth JAS. Management of parotid pleomorphic adenoma. J.Oral. and Maxillofac. Surg. 1990; 28:404-8.

34 comentários:

  1. Ai ai ai...posso dizer que cheguei a passar mal vendo as fotografias??? Tanto que esqueci até o que eu li.

    Quando vejo essas coisas sempre passo mal, mas deve ser um espaço muito interessantes para pessoas da sua área trocarem idéias, e discutirem alguns assuntos, vou recomendar a alguns amigos estudantes de odontologia...abraço

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  2. Ainda bem que eu vejo a série House, se não eu tinha vomitado na tela do pc!



    Caramba, que fotos fortes, que doença feia...

    muito bom o post, parabéns!

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  3. O trabalho é de grande feitio.
    Parabéns!!!o RESULTADO é execelente, e mostra profissionalismo e dedicação.
    Parabéns!!!!

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  4. sempre existe um lugar para o trabalhador que está preparado para a tarefa e labora com amor naquilo que faz.Com carinho
    Izabel Cristina-MS

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  5. Caro Senhor,

    Foi um golpe de sorte ter encontrado este post precisamente sobre um adenoma pleomórfico da glândula submandibular, pois também eu padeci dessa doença, tendo-me submetido a uma intervenção cirúrgica semelhante em 2005, com a única diferença de se tratar da g.subm. direita.

    Apresento-lhe, portanto, os meus cumprimentos pelo seu estudo.

    Joana Luís - Portugal

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  6. Em 2005 foi operada a um adenoma pleomórfico, tive recidiva em 2006 e recentemente em 2008. Nesta ultima cirurgia ficaram por retirar vários tumores devido ao medo de desfigurar a face. Estes tumores estão localizados na face direita, entre o ouvido e a boca. Poderia me orientar se existe outro tratamento para além da cirurgia? O meu médico está a estudar o assunto. Obrigada.

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  7. Cara anônima,
    Infelizmente não posso tecer nenhum comentário sobre o seu caso clínico porque não a examinei.
    Qualquer comentário que realizasse seria antí-ético da minha parte.
    Procure um Buco Maxilo Facial ou um Cirurgião de Cabeça e Pescoço de confiança, estudos e dedicação.

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  8. Querida Joana...
    Agradeço pela visita e convido-a a regressar sempre.
    Desejo um ótimo 2009 !

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  9. Ola!! DR Mario,tive a retirada de um tumor de glandula na submandibular esquerda, esta que foi retirada totalmente a 2 anos, depois de de 6 meses retirei um massa no assoalho da boca, todos sem malgnidade, retornei ao medico pois estou com um aumento de volume na regiao do pescoço, no lado direito. estou esperando para fazer uma ultra sonografia, pois dependo do sus. Gostaria de saber se é normal aparecer esse aumento de volume no meu pescoço.
    Parabéns pela matéria.Obrigado!!!

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  10. Oi,tenho 27 anos e desde os 13 anos de idade venho lutando contra essa doença,isso me custou toda minha adolecencia. ja fiz 4 cirugias e tenho q fazer outra ja fiz varias exames e todos deram o mesmo resultado (adenoma pleomorfico).Goataria de saber o que desencadeia essa doença ?
    obrigado

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  11. Dr.Mario,
    Minha mãe vai retirar a glandula parótida,gostaria de saber se podera ocorrer seguelas, como defeitos na face, por motivo da incisão ser entre o feixe de nervos , e o mesmo após a retirada da glandula ser recoberta p/parte do musculo dela retirado do pescoço(para servir de proteção do feixe de nervos).

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  12. Eu fiz cirurgia dia 09 de março de 2009 retirei um tumor na minha parotida , minha cirurgia foi um sucesso não ficou nem cicatris.Mas tenho uma grande duvida será q pode nascer outro tumor na minha outra patotida?

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  13. Dr. Mário, saudações, sou medico clinico geral, sempre me pergunto nestes casos em que existe risco de disseminar celulas metaplasicas que podem vir a se transformar em neoplasias a distancia, pq, antes da cirurgia nao realizar uma quimioterapia para tentar inativar o mais possivel estas celulas?

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  14. minha filha começou a apresentar um defeito na face,com 5 anos, e ate hoje não conseguimos descobrir do que se trata, ela fez uma plastica e colocou uma protese, mas o organismo dela consome toda a gordura, que é colocada no local, e pra complicar começou a criar defeito, nas costas na linha da cintura se o sr tiver uma opurtunidade veja ak no youtube, um clip aonde ela aparece, isso hoje que ja esta com 23 anos, se puder me ajudar eu agradeço, venho sofrendo muito por esse poblema http://www.youtube.com/watch?v=dOPVzhLIT_s obs é a de blusa azul. meu e-mail caminhoneirosp@hotmail.com é uma doença rara, ela ja fez exames ate no hosp. do cancer, muitos exames e não acusa nada, grato com sua atenção VALTAIR A. BERTOLI

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  15. minha esposa esta com tumor glandula submandibular,estou apavorado,mas foi de grande importancia estas informaçoes obtidas aqui,ela ja fez todos exames agora esta aguardando a cirurgia,Valdecir Curitiba-Pr

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  16. Dr Mario minha esposa fez esta semana a sexta
    cirurgia de adenoma pleomorfo recidivado de parotida. Pesquisando pude observar que este problema e´mais comun do que imaginava.Parabéns pelo seu estudo desta terrível patologia . Em todas as cirurgias a nossa maior preocupação sao as lesões de nervos. Valmir - São Paulo - SP

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Olá devido também estar com essa glandula submandibular direita estava procurando na internet recursos pois moro em interior e não tenho opção , gostaria da sua ajuda Dr.Mário , como faço para obter a essa cirurgia , meu carosso ja tem mais ou menos uns 3 anos e meio esta com 3 cm , moro a 120 km de Goiania , se o Sr. prestar serviço em algum hospital lá , melhor ainda ... me ajude ? Onde te encontro , qual seu telelfone ? atende por algum plano de saude ?

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  19. no dia 19/10/2009 minha esposa apareceu com um caroço no pescoço no lado direito,fomos ao clinico geral,ele passou que era inflamação de garganta e ouvido,passou os medicamentos e ela tomou por 7 dias,nao sumiu e o caroço cresceu,dai fomos no otorrino,DR Marcelo,o mesmo a examinou e pediu uma tomografia do pescoço e galndulas salivares,o resultado foi o seguinte OBSERVA-SE EMM GLANDULAS SUB-MANDIBULAR DIREITA,FORMAÇÃO NODULAR SÓLIDA DE CONTORNOS BOCELADOS,COM VASCULARIZAÇÃO NO SEU INTERIOR,MEDINDO 3,2 X 1,4 cm.Voltamos ao otorrino e o mesmo nos encaminhou para o hospital Erasto Gaertner,dai o mundo desabou pois este e um hospital de tratamento de cancer,chegamos lá e fomos bem atendidos e foi pedido de imediato duas biopsias com intervalo de 15 dias,ela fez a coleta para o primeira biopsia que se chama PUNÇAO DE GLANDULAS SUBMANDIBULAR DIREITA,este exame atraves de uma tela o medico puxa por uma agulha celulas do tumor,carroço e manda para o exame,a primeira deu o seguinte resultado OS ASPECTO CITOLÓGICO SUGERE TRATAR-SE DE ESTRUTURA LINFOITE COM CARACTERS DE LINFONODO,ficamos na mesma pois nao tinha chegado em uma conclusao,passados os dias fizemos varios exames como cardiologico,eco,tomo,pfp e todos exames de sangue para possivel cirurgia,chegado a data fomos fazer a segunda biopsia por punçao,onde puxa material por uma agulha fina do nodulo,pegamos o resultado que graças a Deus pelo meu visto e bom,pois ainda nao levei ao medico,e era o seguinte PUNÇAO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA,LOCAL DA PUNÇÃO;PUNÇAO BIOPSIAQ ASPIRATIVA EM REGIAO SUBMANDIBULAR,O EXAME MICROSCOPICO REVELA BAIXA CELULARIDADE REPRESENTADA POR CELULAS CPITELIAS POLIGONAIS AGRUPADAS AO LADO DE LIONFOCITOS E ALGUMAS HEMACIAS E EOSINOFILO,DIAGNNOSTICO;NÃO HÁ EVIDENCIAS DE MALIGNIDADE NO PRESENTE MATERIAL,...comemoramos muito pois sabiamos que nao era nada maligno,agora dia 08/12/2009 ele volta p consulta com o DR do hospital Erasto especialista em cabeça e pescoço,para agendar a cirurgia para remoçao do mesmo,que segundo o pessoal e muito sussegado e que em dois dias a pessoa esta em casa,Agradeço a Deus e a todos que estiveram ao meu lado e ao pessoa do Dr Mario que atraves deste site me tirou varias duvidas e quero conpartinhar com todos o que passei e vou voltar para dizer o final desta historia,abraços \Valdecir Ctba PR

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  20. OLa Dr.Mario,hj dia 01/03/2010 fui submetida a uma microcirurgia para retirada de material para biópsia...o diagnóstico ultrassonográfico e físico é de linfonodos cervicais.Isso me surgiu a 1 ano,tenho 3 nodulos...medindo 21x14mm,22x8mm e 13x7mm...(do lado direito)submandibular.Agradeço mt a sua matéria
    é rica de informações e fatos reais.Deus te abençõe e ilumine sempre!!Abraço...

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  21. Gostei de ver o caso clínico do paciente, eu vou ter que fazer uma cirurgia de retirada de adenoma pleomófico da submandibular, já fiz há cinco anos atrás retirada do adenoma na parótida, tive paralisia temporária do nervoso facial, minha pergunta agora é. Pode acontecer paralisia facial na retirada de tumor da submandibular? E quais as porcentagens.
    Obrigada

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  22. Bom dia Dr.Mario! Operei em fevereiro um tumor de parotida medindo mais de 3cm.Hj preciso arancar um dente do siso, gostaria de saber se tem algum problema?
    Muito obrigado, pois você é o unico que fala desse tumor, quando fui operar procurei em varios sites algo mais especifico e o seu foi o que melhor me informou de maneira mais aberta. Muito obrigado Dr. Mario

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  23. Saudações,
    Desculpe não responder todas as perguntas, o tempo está realmente corrido...
    Bio em ação - realmente a maior porcentagem de paralisia é na retirada em gld. parótida.
    Vanessa - A conversa com o seu Cirurgião é mais importante do que a minha opinião, já que ele acompanha o seu caso. Acredito que não tenha problemas.
    Sempre luz a todos!

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  24. Estou com um caroço atrás da orelha - faz anos que tenho (uns 5 anos mais ou menos). Fui procurar ver isso agora...

    Enfim, fiz ultrassom e na conclusão deu "adenoma pleomórfico". Passei em nova consulta médica e agora vou ter de fazer uma pulsão com biopsia. O dr. que está cuidando do caso já adiantou que é por meio de cirurgia que se resolve isso, mas não entrou em detalhes. Aí resolvi dar uma "googada". Estou assutada. Lígia, 27 anos, São Paulo - SP.

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  25. Dr Mario Serra Ferreira
    fiz uma sirugia da gladula parotia
    a 3 meses estou me recuperando sera
    que vou ter que tirar a outra tambem
    fiquei com uma paralezia facilmais esta
    voltando normal com fizioterapia, e ver
    dade que não pode comer alimento com caroço
    me de uma dica um abraço

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  26. Cara Célia,
    Você deve consultar com o Cirurgião que te atendeu. Somente ele conhece o seu caso e pode realizar comentários da cirurgia e do pós-operatório.
    Espero que me entenda...
    Agradeço pela visita ao blog

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  27. Boa Noite recebi seu comentario
    Olha esta inda dormente nao sinto minha
    orelha normal e assim mesmo hoje faz 3 mes
    atraz da orelha tambem,me de uma resposta
    obrigado

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  28. olá.... me diga uma coisa, o cirurgiao bucomaxilofacial apenas faz diagnóstico ou ele também faz a intervenção cirurgica??

    me addd no msn se puder

    rafaalberto@hotmail.com

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  29. ola depois dessa cirurgia quantos tempo pode voltar a trabalhar e ter vida normal o que se deve fazer para não ter novamente

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  30. Dr Mário, após ter lido seu post, só posso parabenizá-lo, pela riqueza em todos os aspectos da informação repassada. Informação esta, extremamente clara e de fácil entendimento para qualquer leigo. Admiro-lhe pela profissão, pelo profissionalismo, pela ética, e sobretudo, por disponibilizar um blog tão útil, principalmente para a população, como eu, leiga, que passa por problemas similares e está em busca apenas de maiores informações que possibilitem pelo menos alguns esclarecimentos. Que suas mãos sejam sempre e cada vez mais abençoadas. Sueli.

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  31. Dr Mário, me ajude a esclareçer uma dúvida,estou com dois Caroços pequenos indolores bem embaixo do queixo faz uns 4 meses e os dois caroços nao sumiram..O Sr, pode pelo menos Chutar o que pode ser..? Qual Médico procurar..? Um Forte abraço e Fike com Deus!

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  32. EU ESTOU COM ESSE MESMO PROBLEMA MAS TA DIFICIL RESOLVE AQUI NO MGS E DIFICIL ACHAR ATE QUEM FAZ OS EXAMES MAS EU ESPERO QUE ATE NO FINAL DO ANO EU CONSIGO JA ESPEREI 3 ANOS NAO AGUENTO MAIS FALA SERIO VIU

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Dr. Mário Serra Ferreira
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial
Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial
Especialista em Implantodontia
Mestre em Odontologia
Professor Diagnóstico e Cirurgia Bucomaxilofacial UniEvangélica